segunda-feira, 4 de junho de 2018

postagem 59

Do feudalismo ao capitalismo



Por volta do século XII, com a desintegração do feudalismo, começa a surgir um novo sistema econômico, social e político: o capitalismo. A característica essencial do novo sistema é o fato de, nele, o trabalho ser assalariado e não servil, como no feudalismo. Outros elementos típicos do capitalismo: economia de mercado, trocas monetárias, grandes empresas e preocupação com lucro.
O capitalismo surge com o desenvolvimento do comércio, depois das primeiras Cruzadas. Foi se formando aos poucos durante o período final da Idade Média e só atingiu toda a Europa depois do século XVI. A partir daí evoluiu até os nosso dias, passando por etapas bem características: pré-capitalismo, capitalismo comercial, capitalismo industrial e a etapa atual é chamada capitalismo financeiro.

Da Idade Média até hoje, o capitalismo passou por quatro fase diferentes, cada uma com características próprias, mais isso não quer dizer que uma eliminou a outra, mas, que ficou em destaque, em maior evidencia, mesmo porque não é homogeneo a transição em todos os lugares.
A primeira, chamada pré-capitalismo, corresponde ao período de formação desse sistema. Nessa época - séculos XII a XV, aproximadamente - já existiam características gerais do capitalismo, mas o trabalho assalariado ainda não estava generalizado.
No início o capitalismo foi comercial. Entre XV e XVIII, aproximadamente, o trabalho assalariado já estava generalizado e a atividade comercial suplantara a agrícola e a industrial.
A Revolução Industrial provoca a terceira etapa do desenvolvimento do sistema capitalista, agora com a supremacia da atividade industrial. Essa nova fase, chamada capitalismo industrial. surgiu na Inglaterra, no século XVIII, e foi, aos poucos, se estendendo ao resto do mundo, no Brasil, por exemplo, a industrialização data de meados do século XX. AINDA HOJE HÁ NAÇÕES QUE NÃO PASSARAM PELA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, vivendo em geral na agricultura.
A etapa atual (predominante) do capitalismo, nos países em que ele mais se desenvolveu, é chamada capitalismo financeiro. Nele, industria, comércio, agricultura e pecuária dependem dos empréstimos bancários. É a hegemonia da atividade bancária.

15oo a chegada dos portugueses

Entre o final do século XV e o inicio do século XVI, a população mundial situava-se , segundo algumas estimativas, em torno de quatrocentos milhões de habitantes, cerca de dois terços dessa população concentrava-se na ÁSIA e na EUROPA. 

Eram regiões de intensa atividade agrícola, manufatureira e mercantil, onde se destacavam, por exemplo , o uso do arado no campo, o câmbio de moedas e títulos financeiros e as operações comerciais entre mercados distantes e diferenciados.

Em outros continentes, como a América e a África, as manufaturas em argila, madeira e metais conviviam com o cultivo manual e a coleta florestal.

Hoje, no limiar do século XXI, a população mundial passa de seis bilhões de pessoas. Em muitos países , o arado deu lugar a tratores e colheitadeiras, O comercio internacional movimentava diariamente milhões de toneladas de mercadorias e bilhões de dólares.

A informação e as redes mundias de computadores anulam as distancias, aproximando as sociedades e integrando os mercados num mundo econômica e culturalmente cada vez mais globalizado.  

Essas mudanças, aceleradas no último meio século, já se esboçaram quinhentos anos atrás, no avanço do capitalismo sobre o feudalismo, na aproximação dos mercados, das sociedades e das culturas. Esse longo processo, que moldou o mundo contemporâneo, teve seu grande centro de irradiação na Europa ocidental.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os Maias

postagem 55

 minissérie brasileira

 Os Maias é uma minissérie brasileira exibida pela Rede Globo entre 9 de janeiro e 23 de março de 2001, em 44 capítulos.
Todos os direitos reservado à Rede Globo.
Adaptada
do romance homônimo de Eça de Queiroz, foi escrita por Maria Adelaide
Amaral, João Emanuel Carneiro e Vincent Villari e dirigida por Emílio di
Biasi e Del Rangel, unindo tramas e elementos de outro romance de Eça, A
Relíquia, tendo direção geral e núcleo de Luiz Fernando Carvalho.
Foi reprisada no Canal Viva de 6 de março a 2 de maio de 2012, substituindo Dona Flor e Seus Dois Maridos.


Resumo da obra "Os Maias" de Eça de Queirós

   

      A acção de "Os Maias" passa-se em Lisboa, na segunda metade do séc. XIX. Conta-nos a história de três gerações da família Maia.
      A acção inicia-se no Outono de 1875, altura em que Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete. O seu único filho – Pedro da Maia – de carácter fraco, resultante de um educação extremamente religiosa e proteccionista à portuguesa, casa-se, contra a vontade do pai, com a filha de um antigo negreiro, Maria Monforte, de quem tem dois filhos – um menino e uma menina. Mas a esposa após conhecer Tancredo, um príncipe italiano que Pedro alvejara acidentalmente enquanto caçava, acabaria por o abandonar para fugir com o Napolitano, levando consigo a filha, de quem nunca mais se soube o paradeiro. O filho – Carlos da Maia – viria a ser entregue aos cuidados do avô, após o suicídio de Pedro da Maia, devido ao desgosto da fuga da mulher que tanto amava.

      Carlos passa a infância com o avô, recebendo uma educação rígida. Principalmente direccionada à educação e só depois à religião. Forma-se depois, em Medicina, em Coimbra. Carlos regressa a Lisboa, ao Ramalhete, após a formatura, onde se vai rodear de alguns amigos, como o João da Ega, Alencar, Damaso Salcede, Palma de Cavalão, Euzébiozinho, o maestro Cruges, entre outros. Seguindo os hábitos dos que o rodeavam, Carlos envolve-se com a Condessa de Gouvarinho, que depois irá abandonar. Um dia fica deslumbrado ao conhecer Maria Eduarda, que julgava ser mulher do brasileiro Castro Gomes. Carlos segue-a algum tempo sem êxito, mas acaba por conseguir uma aproximação quando é chamado por ela, para visitar, como médico, a  sua governanta que adoecera. Começam então os seus encontros com Maria Eduarda, visto que Castro Gomes estava ausente. Carlos chega mesmo a comprar uma casa onde instala a amante.
Castro Gomes descobre o sucedido e procura Carlos, dizendo que Maria Eduarda não era sua mulher, mas sim sua amante e que, portanto, podia ficar com ela.




Entretanto, chega de Paris um emigrante, que diz ter conhecido a mãe de Maria Eduarda e que a procura para lhe entregar um cofre desta que, segundo ela lhe dissera, continha documentos que identificariam e garantiriam para a filha uma boa herança. Essa mulher era Maria Monforte – a mãe de Maria Eduarda era, portanto, também a mães de Carlos. Os amantes eram irmãos.
      Contudo, Carlos não aceita este facto e mantém abertamente, a relação – incestuosa – com a irmã, sem que esta saiba que são irmãos. Afonso da Maia, o velho avô, ao descobrir que Carlos, mesmo sabendo que Maria Eduarda é sua irmã, continua com a relação, morre de desgosto.
      Ao tomar conhecimento, Maria Eduarda, agora rica, parte para o estrangeiro; e Carlos, para se distrair, vai correr o mundo.
      O romance termina com o regresso de Carlos a Lisboa, passados 10 anos, e o seu reencontro com Portugal e com Ega, que lhe diz: - "Falhámos a vida, menino!".